Pesquisa Ethos/Época de Diversidade e Inclusão tem inscrições prorrogadas até 15 de janeiro | Empresas

As empresas brasileiras têm à sua frente uma oportunidade única de avaliar seu nível de inclusão, equidade e diversidade, e ter importantes insights para a construção de um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo. A 4º edição da Pesquisa Ethos/Época de Diversidade, Equidade e Inclusão de 2024 reconhece as companhias mais engajadas em prol desses princípios fundamentais da gestão empresarial e acaba de ter as inscrições prorrogadas até 15 de janeiro.

A iniciativa é realizada em parceria com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), da Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero, do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, do Movimento Mulher 360, da Rede Empresarial de Inclusão Social e da Época Negócios, da Editora Globo.

Para participar, basta acessar este link. É necessário responder um questionário e submeter uma planilha com os dados de perfil de diversidade da empresa. Companhias de qualquer porte podem participar.

“Ao participar da pesquisa, a empresa pode fazer um importante diagnóstico. Ela vai receber um feedback e poderá usar isso em sua organização interna. Além disso, tem a possibilidade de ser reconhecida por suas práticas de ética e equidade, e estará contribuindo para reduzir as desigualdades no mercado de trabalho, que é um problema grave do Brasil, de forma transversal”, aponta Caio Magri, presidente do Instituto Ethos.

Segundo ele, as pesquisas dos últimos anos têm permitido fazer importantes constatações sobre avanços e tropeços das empresas quando o assunto é diversidade e inclusão. A última edição, realizada entre 2022 e 2023, mostrou que os avanços na inclusão de certos grupos acontecem em ritmo mais acelerado que de outros.

Um ponto de preocupação é o do percentual de mulheres nas organizações: “Há uma percepção de que ‘já se cumpriu a cota’ feminina, já tem 50% de mulheres, então está tudo bem. Mas a percepção não se confirma quando vemos as informações das empresas”, diz Magri. A última edição da pesquisa mostrou, por exemplo, que ficou estagnada a quantidade de empresas com metas para equilibrar a proporção entre homens e mulheres em cargos gerenciais e executivos.

Por outro lado, tem sido visto um importante crescimento na participação de imigrantes e refugiados nas empresas – o número de pessoas nessas condições subiu mais de 50%. “A pauta racial também tem sido muito forte, embora precise avançar mais”, diz Magri. Na última edição, 75,88% das empresas disseram eliminar a diferença salarial injustificada entre empregados brancos e negros.

Preocupação com equidade salarial

Uma preocupação central do levantamento é abordar a disparidade salarial nas empresas – seja entre cargos mais altos e mais baixos, ou entre homens e mulheres, ou brancos e negros, no mesmo cargo. Afinal, aponta Magri, se a desigualdade de renda ainda é um problema grave no Brasil, as empresas que são fontes dessa renda podem fazer a diferença para um ambiente mais justo.

“Esse ciclo da pesquisa reforçará essas questões que envolvem a equidade e a redução de diferenças entre maiores e menores salários nas empresas. A diferença chega a ser 600 vezes entre maiores e menores salários”, diz o presidente do Ethos, citando também que apenas 26% das empresas estabelecem metas para reduzir a distância entre remunerações.

O tema se torna ainda mais importante considerando que, em 2023, foi aprovada nova legislação que garante a igualdade salarial entre homens e mulheres e determina igual salário para trabalhos de igual valor e funções idênticas, sem distinção de sexo, etnia ou idade.

Premiações em vários campos

A Pesquisa Ethos/Época de Inclusão vai apontar a empresa mais inclusiva do país, mas também irá reconhecer os principais destaques em cada área da diversidade: mulheres, LGBTI+, pessoas com deficiência, étnico-racial e geracional. Ainda serão reconhecidas as empresas mais inclusivas em 21 setores da economia.

São, ao todo, 12 itens de avaliação: estratégias para a promoção da diversidade e inclusão, diversidade e governança, cultura organizacional, acessibilidade, gestão da inclusão na cadeia de suprimentos, relacionamento com clientes ou consumidores, programa de diversidade, inclusão de pessoas com deficiência, promoção da equidade de gênero, promoção da equidade racial, promoção dos direitos LGBTI+ e promoção da equidade geracional.

Nos últimos dois anos, a Accenture foi a principal premiada no levantamento. Empresas como Avon, Vivo e Sodexo também foram reconhecidas pelos seus esforços de inclusão e equidade em campos específicos. Clique aqui para conhecer os principais resultados da última pesquisa.

O estudo feito pelo Instituto Ethos se dá em quatro etapas principais:

Inscrição e preenchimento do questionário: deve ser feito pelo site do Ethos, neste link. É importante conhecer o regulamento da iniciativa e a política de uso dos Indicadores Ethos antes de submeter as informações (disponíveis também no link acima);Análise do desempenho: o Instituto Ethos analisará as respostas e selecionará os destaques gerais, setoriais, por aspecto de diversidade e por evolução de desempenho;Apuração jornalística: as empresas selecionadas na análise de desempenho serão contatadas para apresentar evidências e os dados quantitativos das informações prestadas no questionário e confirmar os melhores desempenhos e destaques;Avaliação por especialistas: os resultados da pesquisa serão compartilhados com especialistas da Coalizão Empresarial pela Equidade Racial e de Gênero, do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, do Movimento Mulher 360 e da Rede Empresarial de Inclusão Social, que se reunirão para comentar e validar as conclusões da pesquisa.

Todo o processo de participação é gratuito. Os resultados serão divulgados com exclusividade pela Época NEGÓCIOS em 2024.

Pesquisa Ethos/Época de Diversidade e Inclusão tem inscrições prorrogadas até 15 de janeiro | Empresas

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