Da pesquisa à prateleira | Veja Saúde

Durante a pandemia, as fragilidades do sistema nacional de saúde ficaram evidentes e a urgência em solucionar os problemas decorrentes da Covid-19 alertou para a gravidade dos impactos provocados na saúde, acelerando o processo de busca por inovação e novas tecnologias. Também ficou latente a necessidade de fomentar ainda mais a cultura do empreendedorismo e de inovação no setor.

Embora o Brasil tenha avançado muito em conhecimento, persistem fragilidades econômicas enormes. Há falta de autonomia e investimentos para atender as demandas com inovação e tecnologia do país. Pagamos mais caro porque temos que importar muito. É preciso romper essa lógica perversa.

Segundo a Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (Abraco), 8 805 estudos de pesquisa clínica foram feitos no Brasil em 2022, o que significa 42% do total na América Latina. Embora lidere regionalmente, o Brasil representa apenas 2% das pesquisas clínicas no cenário mundial.

Pesquisa clínica é fundamental no desenvolvimento de um medicamento ou vacina. Em contrapartida, ao se olhar do outro lado do balcão, o Brasil é o 6º maior mercado farmacêutico do mundo, segundo a empresa IQVIA (de serviços de pesquisa clínica).

Hoje, grande parte da pesquisa produzida está nas universidades, onde existe a cultura de trabalhar da bancada até o artigo publicado. É preciso transformar teses e dissertações em aplicações práticas.

Não basta apenas investir em pesquisa e conhecimento, mas estimular a cultura de empreendedorismo científico para que ao se desenvolver à uma solução inovadora, o produto chegue à prateleira. Há um filão importante de negócios, mas ainda hoje a maioria dos pesquisadores não sabe como fazer uma parceria com a indústria farmacêutica.

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Em busca de contribuir para a reversão da situação narrada até aqui, algumas iniciativas tentam dar aos interessados experiência gerencial em todos os processos de inovação na saúde, além de preparar o profissional para a condução das etapas de pesquisa, produção e comercialização de produtos, patenteamento e domínio legal para a transferência de tecnologia.

É o caso da Escola de Educação Permanente (EEP), criada em 2009, com o objetivo de reunir as atividades educacionais do complexo HC da FMUSP e, hoje, aberta a profissionais de diversas áreas, inclusive do exterior.

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O conteúdo apresentado no resultado da pesquisa realizada (i) não representa ou se equipara a uma orientação/prescrição por um profissional da saúde e (ii) não substitui uma orientação e prescrição médica, tampouco serve como prescrição de tratamento a exemplo do que consta no site da Farmaindex:
“TODAS AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE SITE TÊM A INTENÇÃO DE INFORMAR E EDUCAR, NÃO PRETENDENDO, DE FORMA ALGUMA, SUBSTITUIR AS ORIENTAÇÕES DE UM PROFISSIONAL MÉDICO OU SERVIR COMO RECOMENDAÇÃO PARA QUALQUER TIPO DE TRATAMENTO. DECISÕES RELACIONADAS AO TRATAMENTO DE PACIENTES DEVEM SER TOMADAS POR PROFISSIONAIS AUTORIZADOS, CONSIDERANDO AS CARACTERÍSTICAS PARTICULARES DE CADA PESSOA”
• O conteúdo disponibilizado é meramente informativo, tendo sido obtido em banco de dados fornecido exclusivamente pela Farmaindex, sendo de única responsabilidade daquela empresa;
• Isenção de qualquer garantia de resultado a respeito do conteúdo pesquisado;
• Informativo de que caberá ao usuário utilizar seu próprio discernimento para a utilização responsável da informação obtida.

Para dar suporte à esta crescente necessidade de empreendedorismo e de inovação em saúde, o Hospital das Clínicas, por meio da EEP, criou, juntamente com o Instituto Butantan e o Inova HC, um MBA de Gestão da Inovação em Saúde. O curso é destinado a empresários, executivos e pesquisadores que atuam ou pretendem participar das definições estratégicas de inovação em instituições de ciência e tecnologia, incubadoras, aceleradoras, empresas, governo e startups.

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Também é indicado a investidores ou interessados em transformar pesquisas em soluções e negócios. Por conta de iniciativas desse tipo, a EEP é um think tank que busca atender à crescente demanda por soluções rápidas e eficientes frente aos desafios de saúde no país.

*Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Instituto Butantan e do Centro de Excelência em Novos Alvos Moleculares (CENTD). Linda Bernardes, responsável pelo Laboratório de Empreendedorismo e Inovação em Saúde da Escola Paulista de Medicina da Unifesp

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