Ciência para Todos mostra o impacto social e econômico da pesquisa paulista

Ciência para Todos mostra o impacto social e econômico da pesquisa paulista

Os 13 episódios da 2ª temporada da série produzida pela FAPESP em parceria com o Canal Futura já estão disponíveis na Globoplay

Ciência para Todos mostra o impacto social e econômico da pesquisa paulista

Os 13 episódios da 2ª temporada da série produzida pela FAPESP em parceria com o Canal Futura já estão disponíveis na Globoplay

Pesquisador Edson Kayapó em cena do sexto episódio da série, intitulado Amazônia, Terra de Gente (imagem: reprodução)

Agência FAPESP – Os 13 episódios da segunda temporada da série “Ciência para Todos”, fruto de parceria entre a FAPESP e o Canal Futura da Fundação Roberto Marinho, já estão disponíveis na Globoplay.

Com cerca de 15 minutos, cada um dos episódios entrevista pesquisadores e diversos públicos para mostrar o impacto social e econômico das pesquisas científicas e tecnológicas financiadas pela FAPESP. A produção foi realizada com a Trupe Filmes.

No primeiro episódio, A Jornada da CoronaVac, o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, descreve os esforços da instituição para produzir com urgência a primeira vacina contra a COVID-19 aplicada no Brasil. E a enfermeira Mônica Calazans, que atuava na linha de frente no atendimento a pacientes infectados e foi a primeira pessoa a receber a CoronaVac, fala da importância da vacinação para salvar vidas.

Em Agricultura e Carbono, segundo episódio da série, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Eduardo Cerri fala de um dos maiores desafios da agricultura brasileira: aumentar a produção de alimentos para atender a demanda populacional sem aumentar as emissões de carbono. Cerri coordena o Centro de Pesquisa de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Maira Lelis, produtora rural, mostra como é possível encaminhar a solução para esse dilema, na prática.

No terceiro episódio, O Museu do Ipiranga Revive, Paulo César Garcia Marins, chefe da divisão do Acervo e Curadoria, e Yara Lígia Petrella, restauradora de pinturas, detalham o longo processo de restauração do Museu Paulista e de obras como o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo. Além de mostrar cenas da reserva técnica, o episódio acompanha parte da visita ao museu dos alunos de uma escola da rede pública de ensino.

José Puppim de Oliveira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), trata da integração dos três elementos – água, alimentos e energia – no episódio Cidades e Sustentabilidade e sublinha que a melhor administração desses fatores, que inclui iniciativas como hortas comunitárias, por exemplo, é essencial para o futuro das cidades.

Em Biotecnologia e Enzimas, Mário Murakami, diretor científico do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), explica como o uso de enzimas pode diminuir o impacto ambiental e tornar mais sustentável a produção de cana-de-açúcar e etanol, por exemplo. Marcos Rodrigues, gerente de Planejamento e Produção de uma empresa do setor sucroalcooleiro, mostra como é possível implementar essa estratégia em uma usina.

As pesquisas de Eduardo Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), contestam a ideia de que a Amazônia seria uma terra sem gente: a região já foi densamente povoada, por 8 a 10 milhões de pessoas, povoamento que remonta há, no mínimo, 8 mil anos. Esse é o tema central do episódio 6, Amazônia, Terra de Gente, que também conta com a participação de Edson Kayapó, do povo Mebengokré, pesquisador e curador de arte indígena do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

No episódio Combate ao Câncer, Rodrigo Calado e Vanderson Rocha, professores das faculdades de Medicina da USP, em Ribeirão Preto e São Paulo, respectivamente, descrevem um novo tratamento em desenvolvimento contra alguns tipos de câncer que consiste em retirar as células da pessoa doente, modificá-las geneticamente e reinseri-las no paciente. No mesmo episódio, Paulo Peregrino conta como esse tratamento o livrou de um linfoma.

Em O Desafio da COVID, o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, lembra que a pandemia exigiu respostas rápidas e que a Fundação, ainda em março de 2020, lançou editais convocando pesquisadores a estudar o vírus e buscar soluções de saúde pública. Nesse episódio, os professores Edison Luiz Durigon, titular de Virologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e Daniel Martins-de-Souza, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), falam de suas pesquisas com o SARS-CoV-2 e sobre os efeitos da doença no cérebro.

No episódio 9, sobre Medicamentos Biológicos, Rui Seabra Ferreira Júnior, diretor-executivo do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da Unesp (Cevap), e Benedito Barraviera, diretor do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos, um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da FAPESP instalado no campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, mostram os efeitos de dois medicamentos – um soro contra picadas de abelhas e um selante de fibrina cicatrizante – em fase de testes clínicos e que, em breve, poderão chegar ao mercado.

Em Inteligência Artificial, Fábio Cozman, diretor do C4AI, um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) mantido por FAPESP e IBM, fala sobre as potencialidades de uso dessa ferramenta que, nos últimos dez anos, tem sido usada para coletar dados, extrair padrões e reproduzi-los no computador.

Silvano Raia, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, Fábio Jatene, diretor da Divisão de Cirurgia Cardiovascular do Incor, e Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, um CEPID da FAPESP, falam das potencialidades do xenotransplante no episódio Transplante entre diferentes espécies. Considerando a escassez de órgãos humanos disponíveis, o uso de órgãos geneticamente modificados de animais em transplantes pode ser uma solução para salvar vidas.

Em Biodiversidade Ameaçada, o biólogo Carlos Alfredo Joly, professor emérito da Unicamp, elenca os benefícios dos serviços ecossistêmicos, como alimentos e água. A perda de biodiversidade compromete a oferta desses serviços e ameaça nossa existência.

E no último episódio da segunda temporada, A Revolução Quântica, Vanderlei Bagnato, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), explica os fenômenos quânticos e seu potencial para o desenvolvimento de novas tecnologias como, por exemplo, a computação quântica, a criptografia quântica ou ainda a comunicação quântica.

A série completa está disponível em: https://canaisglobo.globo.com/assistir/futura/ciencia-para-todos/t/JpG55fKkkq/.

 

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